segunda-feira, 23 de julho de 2018

Assembleia estadual reúne radialistas de todo estado de São Paulo

Assembleia Estadual dos Radialistas será no próximo sábado (28). Diretoria do sindicato aposta na mobilização da categoria, pois as negociações com o patronal estão mornas.


Com data base em Maio, os radialistas paulista se arrastam numa negociação em que os patrões não demonstram interesse em avançar nas negociações, para fechar o acordo coletivo da categoria. Por isso a importância dos trabalhadores comparecerem em grande número, já que seus direitos, podem ser retirados.

Como toda Campanha Salarial, em todos esses anos, o Sindicato dos Radialistas irá disponibilizar transporte para os trabalhadores (as) do interior do estado sem despesas. Para isso os interessados (as) devem entrar em contato com o representante do Sindicato de sua região, para garantir seu lugar no transporte.

A categoria dos radialistas englobam trabalhadores de empresas de radiodifusão, televisão e produtoras de áudio e vídeo, em que o material produzido sejam veiculados em veículos de Rádio e TV.

Serviço:
Assembleia estadual dos Radialistas de São Paulo
Local: sede do Sindicato
Endereço: Rua Conselheiro Ramalho n. 992, bairro Bela Vista.
Data: sábado (28)

Horário: 10h da manhã. 

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Globo, como sempre, uma contradição


Emissora dos Marinhos se gaba de ganhar medalhas em ações de marketing sobre inclusão social, mas merece cartão vermelho por não cumprir legislação com o mesmo tema

Sentir orgulho de quê?

A globo acaba de ganhar 6 medalhas de ouro no Promax BDA Global - uma espécie de “Oscar”, que premia as melhores ações nas áreas de design e marketing promocionais na TV e no rádio pelo mundo. A globo foi premiada pela campanha "movido a respeito" sobre a inclusão de pessoas com deficiência.

Mas logo a "nossa Globo"? Afinal, não "somos todos uma só Globo" que responde a um inquérito civil no Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro, IC 004014.2010.01.000-4, exatamente por não cumprir a cota de deficientes, lei federal 8213/91, que obriga toda empresa (instalada no Brasil com mais de 500 trabalhadores) a preencher 5% do quadro de funcionários com pessoas deficientes ou reabilitadas; que demite trabalhadores com câncer, que mutila e deforma vários de seus funcionários; que se nega a emitir a comunicação de acidente de trabalho aos seus funcionários acidentados e, logo em seguida os demite; que suspende o contrato de trabalho, deixando de pagar salários (e outros benefícios) a seus funcionários em estado terminal, afastados por problemas de saúde, submetendo suas famílias a viver com privações e necessidades básicas; que não cumpre a função social com seus próprios trabalhadores?

A "nossa Globo" que, nos últimos anos, viu o seu faturamento aumentar em mais de 50%, mas concedeu reajustes abaixo da inflação para jornalistas e radialistas e que, na hora de negociar
com os mesmos, é sempre intransigente e dura, oferecendo correção salarial abaixo da inflação tentando, a todo custo, cortar todos os benefícios de seus funcionários? Logo a "nossa Globo", que pratica essas e outras irregularidades, foi premiada com 6 medalhas de ouro?

Sim! E, segundo a "nossa empresa", o ouro é nosso também. Afinal, somos todos uma só Globo e, por isso, devemos comemorar mais essa conquista, que coloca a empresa entre uma das maiores marcas de entretenimento do mundo, agregando valor à marca Globo. Isso também aumenta seu valor de mercado, que hoje é estimado em 3 bilhões de reais.
É, companheiros e companheiras, isso prova mais uma vez que, no Brasil, o crime compensa!

Sem bolsas, sem benefícios

Outra notícia que circulou e que, segundo a nossa empresa deve nos encher de orgulho, é a de que o Grupo Globo está entre as empresas mais desejadas para se trabalhar. Em pesquisa realizada pela DMRH e Cia de talentos - consultorias na área de recursos humanos - foram ouvidas mais de 80 mil pessoas em todo o Brasil (é claro, talvez, nenhuma dessas 80 mil pessoas ouvidas deva trabalhar na Globo). A nossa empresa ficou em 7º lugar pelos profissionais de alta liderança (nesse caso foram ouvidos 4 mil executivos).

Essa notícia nos causa estranheza pois uma empresa que não paga salários acima da média, que não oferece bolsas de estudo a seus funcionários (no ano passado houve apenas uma bolsa de estudo para São Paulo na área de tecnologia), que não oferece nenhum outro benefício que seja atrativo, além dos básicos, que não tem um plano de carreira claro e definido, que prefere trazer profissionais de fora , segundo nossos gestores (profissionais sem vícios em televisão, como se o negócio da globo fosse "fabricar parafusos"). Uma empresa que não valoriza o esforço de seus funcionários, os quais gastam quase todo o seu salário para pagar faculdades e cursos. Isso quando veem as vagas que seriam para promove-los e premiar o seus empenho e dedicação serem preenchidas por outras pessoas vindo de fora da empresa (amigos e/ou filhos de amigos de diretores, gerentes e supervisores). Uma empresa onde chefes assediadores e racistas são transferidos (e não punidos), passando a receber promoções e os trabalhadores que os denunciaram, por sua vez, são demitidos. Que não busca diminuir as desigualdades de raça e gênero. Ou seja, temos pouquíssimas mulheres e quase nenhum negro em cargos de chefia, mas, segundo o RH, os negros estão bem representados dentro do grupo globo. Lázaro Ramos, Thaís Araújo, Maria Júlia Coutinho e Heraldo Pereira representam fidedignamente os 54% da população brasileira que se auto declara negra no brasil e os mais de 20 mil funcionários do Grupo Globo.

Se “nossa Globo” foi eleita uma das melhores empresas pra se trabalhar no Brasil, imaginemos as piores, como serão? Lembram-se do título dessa resenha: sentir orgulho do que, mesmo?

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Assembleias regionais dos Radialistas darão rumo a Campanha Salarial

Charge: Custódio


Por Ronaldo Werneck

Nos próximos dias, a partir de quarta feira (04) até segunda feira (11) da outra semana, o Sindicato dos Radialistas irá realizar diversas assembleias regionais no estado, para que os trabalhadores da categoria decidam que rumo a Campanha Salarial deve tomar.
Os patrões até o momento não deram sinal de mudança em relação as reivindicações que os trabalhadores apresentaram nessa Campanha Salarial de 2018. Inibidos pela pouca disposição da categoria em se mexer, teimam em insisitr em retirar direitos históricos e impor uma agenda de escravidão, que os radialistas, ainda não se deram conta. Por isso a diretoria insiste que a categoria participe da campanha salarial, principalmente das assembleias, que é a instância onde os trabalhadores podem se manifestar coletivamente. 
As assembleias irão acontecer nas subsedes no interior do estado e na sede da capital. Em São José do Rio Preto, será relizada no Círulo Operário da cidade. Acompanhe abaixo a relação das cidades, locais, endereços e horários das assembleias. Além de comparecer no evento, convença seu colega de trabalho a ir junto. Sem a força coletiva e preocupação com seu salário e emprego, o trabalhador se torna vítima do patrão, basicamente por sua inércia em não se ater em assuntos de seu interesse.


Participe das assembleias em sua região
Cidades
Dia
Horário
Local
Araçatuba
05/07
19h
SUBSEDE R Euclides da Cunha n. 237, B. Bandeirantes
Bauru
05/07
19h
SUBSEDE - Rua Bandeirantes 12-50 – Centro
Campinas
07/07
10h
SUBSEDE – R Dr Quirino, 560 – Centro
Pres. Prudente
05/07
18h30
R. Wenceslau Braz 08 – térreo
Rib. Preto
05/07
19h
SUBSEDE - Rua Alvares de Azevedo, nº 432 - Vl Tibério
S. J. Rio Preto
04/07
19h
CÍRCULO OPERÁRIO – R Dr Luiz Américo de Freitas,65 - Vl Ercília
Santos
11/07
19h
SUBSEDE - AV ANA COSTA, 55 – Vl Mathias
São Paulo
04/07
19h
SEDE – Rua Conselheiro Ramalho n. 992 Bela Vista

Se você não se mexer, tá na roça companheiro.
Somente nossa organização e luta garante nossa vitória.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Abono salarial e Participação nos Resultados dos radialistas deve vir na folha de pagamento de julho

Foto: reprodução internet  Pagamento do Abono/PPR deve ser feito a todos os trabalhadores de empresas de radiodifusão e Televisão na folha de pagamento de julho

Está acordado em Convenção Coletiva de Tabalho (CCT) para pagamento até a folha de julho, os valores destinados ao abono salarial e ao Programa de Participação nos Resultados (PPR) de todos os trabalhadores de empresas de Radiodifusão e Televisão no estado de São Paulo.
Como todos os anos os radialistas no estado de São Paulo, tem através de seu acordo coletivo, o recebimento de abono salarial, destinado aos trabalhadores de empresas sem fins lucrativos e o PPR, o percentural de 50% do salário para as demais empresas. Isso não quer dizer que as empresas estão proibidas de já fazerem o pagamento, pois o índice do INPC, usado como referência de reajuste, já saiu no mês de maio deste ano. Algumas empresas, inclusive, já fizeram o pagamento aos seus trabalhadores.
Excepcionalmente este ano, o Sindicato Patronal tentou condicionar o pagamento do Abono e PPR a assinatura da Convenção Coletiva apresentada no início das negociações como condicionante de pagamento. O que não cabe, nem moralmente, nem legalmente essa tentativa. O fato é que, os benefícios já estavam garantidos desde 2016, quando a Convenção Coletiva de Trabalho dos Radialistas foi assinada por dois anos. Só faltava a apresentação do índice de referência de reajuste, que já ocorreu a partir de 1º de maio de 2018. Por conta disso, o Sindicato dos Radialistas realizou diversas assembleias no estado para aprovação do índice a ser usado como reajuste no abono/PPR. Portanto, as empresas que não queiram serem usadas como manobra política do Sinidicato Patronal, certamente estarão de fora de ações coletivas, a serem movidas pelo Sindicato dos Radialistas, se não cumprirem com o que foi acordado.
Para isso os trabalhadores que não tiverem o pagamento dos benfícios (abono/PPR) na folha de julho, devem comunicar o Sindicato dos Radialistas para providências. Somente a organização e a proximidade com sua entidade de classe fará com que os trabalhadores da categoria tenham seus direitos respeitados.
Acompanhe abaixo trechos da convenção coletiva que trata do assunto, bem como do índice apresentado nesse mês de maio para reajuste do abono/PPR;


CLÁUSULA QUADRAGÉSSIMA OITAVA: PROGRAMA DE PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS (P.P.R.) ANO DE 2016
Em cumprimento às disposições contidas na Lei 10.101/2.000, convencionam as partes em criar o programa de participação nos resultados, garantindo-se a todos os trabalhadores em empresas de radiodifusão e televisão em atividade em abril de 2017, computando-se para fins de contagem o aviso-prévio ainda que indenizado, a aplicação de um percentual utilizando o salário-base contratado como parâmetro de cálculo. O salário a ser utilizado será aquele devido em maio de 2.017.
Parágrafo 1º - A participação nos resultados será devida da seguinte forma: Empresas estabelecidas na Capital: PPR equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 3.723,00 sendo o valor mínimo de R$ 997,40. Empresas estabelecidas em cidades do interior com mais de 80.000 mil habitantes: PPR equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 2.936,00 sendo o valor mínimo de R$ 772,64; Empresas estabelecidas em cidades do interior com menos de 80.000 mil habitantes: PPR equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 2.206,00 sendo o valor mínimo de R$ 629,00.
Parágrafo 2º - Do pagamento. A verba acima estipulada, será paga em uma única parcela até a folha de pagamento do mês de maio de 2017. Para as empresas que já possuem PPR relativo ao ano de 2016 fica facultado o pagamento da verba prevista na presente cláusula, observando a periodicidade legal para o pagamento do seu PPR interno.
 A- Para os trabalhadores com contrato de trabalho em vigor (ainda que interrompido ou suspenso) no período compreendido entre 01/05/2016 a 30/04/2017, a verba será devida de forma integral e o pagamento se dará em uma única parcela até a folha de pagamento do mês de maio de 2017.
B- Para os trabalhadores admitidos após 01/05/2016 e com contrato de trabalho em vigor (ainda que interrompido ou suspenso) em abril/2017 a verba será devida de forma proporcional, à razão de 1/12 por mês ou fração superior a 15 dias trabalhados e o pagamento se dará em uma única parcela no mês de maio de 2017.
C- Para os trabalhadores demitidos entre 01/05/2016 a 30/04/2017, a verba será devida de forma proporcional, à razão de 1/12 por mês ou fração superior a 15 dias trabalhados e o pagamento se dará em uma única parcela por ocasião da rescisão contratual. Ficando ressalvado o direito das empresas de poderem fazer este pagamento, na época do pagamento exposto no caput deste §, observando assim o critério legal do pagamento do PPR. Nesse caso, será utilizado para fins do pagamento o salário-base do mês da rescisão. Nas hipóteses previstas nos itens “A” e “B” acima para o cumprimento da Meta estabelecida será observada igualmente a proporcionalidade dos meses trabalhados.
Parágrafo 3º – Da Meta Os valores referentes à participação nos resultados acima especificados serão calculados com base na assiduidade do empregado. Para fazer jus ao pagamento previsto no parágrafo primeiro o empregado não poderá se ausentar do serviço sem justificativa, mais de 15 (quinze) dias no período de 12 meses, compreendido entre 01 de maio de 2016 a 30 de abril de 2017.
A- Para as empresas que já possuem programa de participação nos resultados, já implementados fica expressamente vedada a compensação dos valores estabelecidos na presente cláusula, com aqueles preestabelecidos em seus planos, que ficam ratificados. Para possibilitar o fiel cumprimento do presente parágrafo, as empresas enviarão cópia dos instrumentos para a sede do sindicato.
B- Nos termos em que dispõe a legislação em vigor o pagamento previsto na presente cláusula não constituirá base de incidência de nenhum encargo trabalhista ou previdenciário por ser desvinculada da remuneração, não se lhe aplicando o princípio da habitualidade. A tributação, nos termos da legislação em vigor, se dará exclusivamente sobre a verba, separada dos demais rendimentos recebidos no mês.
C- Ficam desobrigadas do cumprimento desta cláusula as entidades sem fins lucrativos que preencham cumulativamente os requisitos previstos no inciso II do § 3º da Lei n.º 10.101/2.000, assim como as empresas estatais considerando-se a definição da própria lei, na forma do artigo 5º da mesma lei. 
CLÁUSULA QUADRAGÉSSIMA NONA: ABONO
As associações e fundações sem fins lucrativos, e as empresas públicas, pagarão a título de abono, que não se incorporará aos salários, a todos os seus empregados abrangidos pelo presente instrumento com contrato de trabalho vigorando (mesmo que interrompido ou suspenso), no mês de abril de 2017, incluindo na contagem do período o aviso-prévio indenizado, a aplicação de um percentual utilizando o salário-base contratado como parâmetro de cálculo. O salário a ser utilizado é aquele devido em maio de 2.017.
Parágrafo1º - O abono contido na presente será devida da seguinte forma: Empresas estabelecidas na Capital: Abono equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 3.723,00 sendo o valor mínimo de R$ 997,40. Empresas estabelecidas em cidades do interior com mais de 80.000 mil habitantes: Abono equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 2.936,00 sendo o valor mínimo de R$ 772,64; Empresas estabelecidas em cidades do interior com menos de 80.000 mil habitantes: Abono equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 2.206,00 sendo o valor mínimo de R$ 629,00.
Parágrafo 2º - Do pagamento. A verba acima estipulada, será paga em uma única parcela até a folha de pagamento do mês de maio de 2017. A- Para os trabalhadores com contrato de trabalho em vigor (ainda que interrompido ou suspenso) no período compreendido entre 01/05/2016 a 30/04/2017, a verba será devida de forma integral e o pagamento se dará em uma única parcela até a folha de pagamento do mês de maio de 2017.
B- Para os trabalhadores admitidos após 01/05/2016 e com contrato de trabalho em vigor (ainda que interrompido ou suspenso) em abril/2017 a verba será devida de forma proporcional, à razão de 1/12 por mês ou fração superior a 15 dias trabalhados e o pagamento se dará em uma única parcela no mês de maio de 2017. C- Para os trabalhadores demitidos entre 01/05/2016 a 30/04/2017, a verba será devida de forma proporcional, à razão de 1/12 por mês ou fração superior a 15 dias trabalhados e o pagamento se dará em uma única parcela em rescisão contratual. Nesse caso, será utilizado para fins do pagamento o salário-base do mês da rescisão.

Clique nos títulos para ter acesso aos documentos em PDF:

"...CLAUSULA SEGUNDA- Conforme consta da Cláusula Quinquagésima Primeira da CCT de 2.016/2.018 a partir de 01 de maio de 2.017 os salários, pisos salariais e demais clausulas de natureza econômica seriam reajustados pela inflação integral medida pelo INPC. Assim, tendo em vista que o índice em comento já foi publicado no percentual de 3,99% acordam as partes criarem a tabela anexa que passa a fazer parte integrante da presente, a fim de melhor orientar as partes convenentes. ..."

terça-feira, 15 de maio de 2018

Radialistas aprovam contraproposta patronal do índice de reajuste para o PPR/abono

Ilustração: Internet - PPR/Abono salarial tem de ser pago a todos os radialistas 


Nos dias 11 e 12 de maio, em assembleias realizadas em diversas cidades do estado, os trabalhadores de empresas de rádio e TV no estado de São Paulo, por unanimidade, aprovaram a contraproposta patronal do PPR/abono de 50% do salário, com base no mínimo e máximo, reajustados pelo percentual de 1,6%.
As cláusulas 48ª e 49ª em seus parágrafos único, estabelece o período de discussão e aprovação dos valores, tendo como limites os meses de março até junho de 2018. Meta cumprida na última rodada de negociação com a apresentação da contra proposta patronal e a aprovação dos trabalhadores nas assembleias.
A determinação do pagamento das cláusulas do PPR/abono, está claro por constarem em Convenção Coletiva de Trabalho, que tem força de Lei e as empresas são obrigadas a cumprir, podendo serem penalizadas pelo descumprimento da CCT.
Acompanhe abaixo como ficou o PPR/abono dos radialistas, com índice de reajuste de 1,6% e que deverá ser pago, de uma só vez, na folha de pagamento de julho. As empresas estão livres para fazer a antecipação do pagamento devido.

PPR/ABONO:
- 50% do Salário Base

- Capital                     -      Mínimo R$ 1.013,36
                                          Máximo R$ 3.782,56

- Cidades c/+ de 80 mil   -        Mínimo R$     785,00
                                                   Máximo R$ 2.982,97

- Cidades c/ - de 80 mil    -       Mínimo R$     639,06
                                                   Máximo R$ 2.241,29

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Primeiro de Maio é Dia do Trabalhador

INTERSINDICAL, instrumento de luta da classe trabalhadora


Próxima terça feira se comemora no Brasil e em diversos lugares no mundo o dia Primeiro de Maio. Poderia ser mais um dia qualquer, mas ele é cheio de simbologia. Principalmente para os trabalhadores.
Primeiro a pergunta; Dia do trabalhador ou dia do Trabalho? É uma dúvida para alguns trabalhadores que precisam ter essa certeza; é Dia do Trabalhador. Para nós, trabalhadores conscientes, a data passa ser além disso. É o dia Internacional de Luta do Trabalhador. Porque somente através da luta a classe trabalhadora consegue avançar em suas conquistas. E uma delas é a redução da jornada de trabalho para 8 horas. Reduzir essa data simbólica à uma simples comemoração efusiva, dá uma conotação distante do que o dia representa. 

História do Dia do Trabalhador
A História do Dia do Trabalhador tem origem com um evento acontecido no ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio daquele ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores. Naquele dia as manifestações movimentaram a cidade, causando a ira dos poderosos. A repressão ao movimento foi dura, com prisões, pessoas feridas e até mesmo trabalhadores mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.


Ilustração:  Repressão Policial contra os trabalhadores em Chicago/EUA.

Três anos mais tarde, no dia 20 de junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pela jornada de 8 horas de trabalho. A data escolhida foi o primeiro dia de maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1º de maio de 1891 uma manifestação no norte de França foi dispersada pela polícia, resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serviu para reforçar o significado da data como um dia de luta dos trabalhadores. Meses depois, a Internacional Socialista de Bruxelas proclamou esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
A luta pela jornada de 8 horas ganhou novos impulsos com o surgimento de organizações dos operários, a nível nacional e internacional. Desde os primeiros Congressos da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), fundada em Londres em 1864 por iniciativa dos operários franceses e ingleses, a reivindicação da redução da jornada de trabalho, fazia sempre parte das suas  pautas em Congressos e Conferências dos trabalhadores.
Bom lembrar que até o hoje os Estados Unidos se negam a reconhecer a data de 1º de Maio como Dia do Trabalhador. Ela é comemorada na primeira segunda feira do mês de setembro como "Dia do Trabalho".  Em 1890, a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a redução da jornada de trabalho - de 16 horas para 8 horas diárias.
Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:
- Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer).
- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

Atos e Manifestações no dia 1º de Maio

Na cidade de Campinas haverá ato unificado, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos.
9h - Concentração na Sede Central do Sindicato dos Metalúrgicos - R. Dr. Quirino, 560 - Centro, Campinas - SP.
10h30 - Ato na Catedral junto com outros Sindicatos, Centrais Sindicais e Movimentos Populares 

Em São Paulo o primeiro de maio haverá diversas manifestações pela cidade;
- Na Praça da Sé, às 9h na catedral, missa em homenagem aos Trabalhadores e, em seguida, às 10h, ato promovido pela Pastoral Operária e diversos movimentos sociais e sindicatos combativos da cidade.

O 1º de Maio celebra a Luta e a Resistência da Classe Trabalhadora. A PRAÇA DA SÉ em SÃO PAULO tem sido palco da resistência contra os ataques dos governos que se revesam no poder a serviço das classes domanites. Assim foi no histórico enfrentamento de 1968 contra a ditadura Militar e o Peleguismo sindical e assim será em 2018 para brecar o avanço das forças reacionárias que promoveram o Golpe político no Brasil em 2016, rasgaram às leis trabalhistas e ameaçam a democracia o direito a livre manifestação e a organização da Classe Trabalhadora.
Em tempos como estes que estamos vivendo é preciso unificar a luta em defesa dos direitos democráticos e das bandeiras históricas da classe trabalhadora.
NÓS TRABALHADORAS E TRABALHADORES (Independente de correntes sindicais ou partidárias) REAFIRMAMOS A IMPORTÂNCIA DE CELEBRAR OS 50 ANOS DO HISTÓRICO ATO DE 1968 DA PRAÇA DA SÉ E SEGUIR EM MARCHA PARA O ATO UNIFICADO NA PRAÇA DA REPUBLICA!

- Na Praça da República, região central da capital, envolvendo a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo. O ato político e as apresentações artísticas ocorrerão a partir das 12h. 


terça-feira, 10 de abril de 2018

Sindicato dos Radialistas lança nota de repúdio contra violência a trabalhadores de Rádio e TV



Nota de Repúdio

Nos últimos dias acompanhamos estarrecidos a violência praticada por manifestantes contra os trabalhadores de empresas de Rádio e TV, que faziam a cobertura jornalística do desenrolar da prisão do ex- presidente Lula.

Sabemos que os meios de comunicação, como extensão de um instrumento de criação de valores e dominação ideológica, têm preferências políticas e interesses econômicos, muitas vezes divergentes de determinados grupos políticos. A postura desses veículos, ao fazerem cobertura jornalística enviesada, e que se enquadram dentro de seu escopo de interesses, desperta antipatia de seguimentos da sociedade contrários ao tipo de cobertura jornalística dispensada, muitas vezes fora da realidade dos fatos.

Não justifica a violência contra os trabalhadores, por posturas questionáveis por parte da direção das empresas de Rádio e TV. Os trabalhadores tão somente seguem ordens profissionais de desempenharem suas funções, portanto, estão alheios ao direcionamento que o jornalismo de cada emissora opta.

É necessário que as lideranças desses grupos políticos orientem sua militância a não atacarem os trabalhadores que estão apenas no seu exercício profissional.

A diretoria do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo repudia a violência praticada contra os radialistas no último final de semana. É imperativo afirmar que a violência contra os profissionais não contribui para mudança do tipo de cobertura que as emissora praticam. Primeiro porque a direção das empresas de Rádio e TV não enxergam os trabalhadores com o devido valor a ponto de não fornecerem materiais de proteção e, segundo, que a luta pela regulação da mídia e pela democratização dos meios de comunicação é uma luta travada com o compromisso de respeito e valorização desses profissionais.

Diretoria do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo.