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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Pipocam insatisfação nas emissoras de Rádio e TV pela exploração dos patrões contra os radialistas

Gravura reprodução


Por Ronaldo Werneck


Em Assis, cidade do interior paulista, a Rádio Cultura está sem pagar salários desde dezembro, o décimo terceiro salário e sem pagamento do vale alimentação aos seus trabalhadores. 

Em Marília, canal TV Marília, salários atrasados desde outubro, não pagam a participação nos resultados, e os salários quando pagos, vem picados, conforme o humor do patrão. Trabalhadores se organizaram com o sindicato e já foi protocolado estado de greve. 

Em São Manuel, cidade da região de Bauru, trabalhadores da Rádio Clube estão com pagamentos atrasados, sem pagamento dos tickets e a participação nos resultados. Paciência é a lorota que falam para os trabalhadores todos os meses. 

As EPTVs de Campinas, São Carlos, Ribeirão Preto e Varginha (MG) informaram aos trabalhadores que o 14º salário não será pago. Os trabalhadores devem se mexer por conta disso. Enfim, não são as únicas emissoras que vem deixando os trabalhadores insatisfeitos, mas essa paciência vai até quando?

São centenas de emissoras no estado que, de uma forma ou de outra faz descaso com seus trabalhadores. Justamente com quem produz os recursos que o patrão embolsa. A mudança da postura dos patrões só irá mudar, quando os trabalhadores reagirem. Perderem completamente a paciência. 

Agora, reagir de forma emocional não adianta. Fazer beicinho nos corredores, sem estar organizado com o Sindicato, tende a dar de bandeja para os patrões, aquilo que os patrões menos querem, a nossa organização junto com o sindicato.

Se você quer que na empresa onde trabalha a luta por seus direitos saia vitoriosa, o caminho é o sindicato, companheiro. Não tem outra ação com mais chances de vitória do que nossa organização sindical. Pense nisso.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Sindicato dos Radialistas faz ato de desagravo na porta da Rede TV por não conceder antecipação salarial aos seus funcionários

Diretores do Sindicato dos Radialistas na porta da Rede TV

Por Ronaldo Werneck

Sem reajuste salarial há meses e contrariando as grandes emissoras, que promoveram antecipação salarial aos seus trabalhadores, a Rede TV desponta como uma das emissoras que menos valoriza os seus funcionários. 

Desde o ano passado os patrões estavam se negando a conceder as principais reivindicações econômicas dos trabalhadores. Mas em novembro, o sindicato promoveu, pela segunda fez, ato na porta do SBT criticando a postura dos patrões, onde foi possível conversar com o dono da emissora e apresentador de programa Sílvio Santos, que após abordagem do sindicato, tomou a iniciativa de autorizar a antecipação salarial no SBT, que foi seguida pelas demais emissoras de TV de São Paulo. 

Das grandes emissoras, somente a Rede TV não deu nenhum tipo de reajuste. Sequer deu satisfação aos seus trabalhadores em relação a antecipação salarial. 

A categoria aguarda resposta do patronal no próximo dia 31 de janeiro, data anunciada em audiência no TRT durante negociação com mediação do Tribunal. Já os trabalhadores da Rede TV tem de se mexer, pois se depender da direção da emissora, nenhum tipo de reajuste será concedido.



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Em audiência de conciliação, patrões de Rádio e TV não chegam a acordo e, sem mobilização da categoria, Justiça propõe reajuste de 7%

Justiça propôs 7% de reajuste e 8,45% para os pisos salariais da categoria dos Radialistas

Por Ronaldo Werneck

Nesta segunda feira (19), no Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo, o Sindicato dos patrões de Rádio e TV e o Sindicato dos Radialistas se reuniram numa audiência de conciliação, onde através da intermediação da Justiça discutiram os termos para tentar entrar num acordo sobre a convenção coletiva de trabalho, que está sem reajuste deste a última data base da categoria, que é maio deste ano.

Não houve acordo. Os patrões de rádio e TV continuam cerrando fileira em torno dos objetivos traçados, estrategicamente, pelo representante das organizações Globo no patronal, desde o início das negociações. O objetivo principal consiste em fazer com que o Sindicato dos Radialistas assinem uma convenção coletiva com redução de direitos. Situação esta deixada clara, desde o início para os patrões, que não vai ocorrer.

Dessa forma, o representante da Rede Globo, impede que a convenção coletiva seja assinada, mesmo que outras emissoras, já debandaram dessa orientação. 

SBT, Record, Gazeta, EPTV, TV TEM e diversas outras emissoras de Rádio e TV no estado de São Paulo já anunciaram antecipação e reajustes salariais para seus funcionários. Das grandes emissoras, em São Paulo, apenas Globo, Band e Rede TV ainda continuam a não ter nenhum tipo de consideração por seus trabalhadores. 

Informações levantadas pelo Blog dos Radialistas revelam que a Record irá fazer o pagamento retroativo dos salários de todos seus trabalhadores com o percentual de 6%. Ou seja, já não é nem mais antecipação, é o reajuste salarial. Ficando apenas aguardando decisão do Tribunal para o pagamento das diferenças, caso houver.

Na audiência, sem o acordo entre as partes, o juiz que a conduziu, propôs os seguintes termos para que as partes assinem a convenção ante a uma deliberação do TRT;

- reajuste sobre os salários de 7%, retroativo a maio de 2.016;

- reajuste de 8,45% sobre os pisos salariais, retroativo a maio de 2.016;

- reajuste de 7% sobre todas as clausulas de natureza econômica, retroativo a maio de 2.016;

- manutenção de todas as clausulas conquistadas pelos radialistas e existentes na Convenção Coletiva anterior;

- pagamento das diferenças salariais em até 03 parcelas a partir de fevereiro de 2.017.

Os representantes dos patrões se comprometeram em analisar a proposta e passar para o Sindicato dos Radialistas seu posicionamento até o dia 31 de janeiro do próximo ano, para então, caso seja necessário, ser realizado assembleia.

Importante ressaltar que deixar para a Justiça resolver as revindicações dos trabalhadores não é a melhor solução. Instâncias superiores e a conjuntura de ataque aos direitos de classe, tem feito com que, também esse poder, contrarie frontalmente os interesses dos trabalhadores.

A receita ideal para solução de nossos problemas, não é nova, e continua sendo o que a direção do sindicato tem proposto a categoria ao longo da Campanha Salarial, que é a mobilização da categoria.

Somente a consciência de classe e sua organização, impedem ataques aos direitos dos trabalhadores.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Radialistas são informados em assembleia que patronal não apresentou nenhuma novidade para fechar acordo coletivo


Trabalhadores em assembleia: sem novidades

Por Ronaldo Werneck

Em assembleia realizada no último sábado (17), em diversas cidades do estado de São Paulo, os trabalhadores de rádio e TV no estado de São Paulo foram informados da "contra proposta" feita pelos patrões.

A informação era de que os patrões não apresentaram nenhuma novidade. Pior, o escarnio com os trabalhadores foi tanto que a comunicação do que já havia sido apresentado e que já havia sido rejeitado pelos trabalhadores, foi realizada por telefone. Não tiveram nem a decência de apresentar por escrito.

Nessa situação dá-se seguimento ao dissídio da categoria, que já se encontra na Justiça, com audiência marcada para esta segunda feira (19), como audiência de conciliação, onde as partes, perante o juizado, irão discutir os termos.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Radialistas fazem ato na porta da Band cobrando postura coerente da empresa nas negociações da Campanha Salarial

Dirigentes sindicais em ato na portaria do Grupo Bandeirantes de Comunicação


Por Ronaldo Werneck

Quarta feira é dia de protesto na BAND. Pelo menos para os Radialistas de São Paulo, pois nesta quarta feira (14), a TV Band iniciou seu dia com um barulho desses. 

O Sindicato dos Radialistas segue com a estratégia de denunciar aos trabalhadores da emissora a postura nada coerente da empresa ao se negar a dar uma solução as reivindicações levadas ao Sindicato Patronal. Alinhada a Rede Globo, a Band se presta o serviço de serviçal da outra emissora, ao seguir a estrategia montada pelas organizações Globo no Sindicato Patronal. Isto porque as outras grandes emissoras do estado já deram reajustes salariais, mesmo que parciais aos seus trabalhadores.

As duas emissoras tem acentos de seus representantes nas mesas de negociação no Sindicato Patronal e somente elas, que ainda não deram o reajuste salarial, depois de mais de um ano sem qualquer compensação financeira frente a inflação do período.

A iniciativa do Sindicato dos Radialistas vem de encontro a mobilizar os trabalhadores a se mexerem e tirar a máscara de coerência de uma empresa que fatura as custas do trabalhador, que trabalha e dedica sua vida ao seu trabalho na empresa.

Ao se negar a fazer o mínimo, que é recompor as perdas salariais do período, obviamente sem tirar direitos, demonstra o total desrespeito e consideração por quem sustenta na forma de trabalho as emissoras ligadas ao grupo Band.

Próxima quinta feira (15) o Sindicato Patronal se comprometeu a apresentar uma nova contra proposta, que será avaliada e discutida em assembleias no próximo sábado (17), às 10h00 da manhã. Elas ocorrerão simultaneamente e de forma regional; na cidade de São Paulo e em diversas cidades do interior do estado.

Procure o representante do Sindicato de sua região para saber o local da assembleia mais próxima de você, já que o horário será o mesmo da capital.

Mais fotos do ato desta quarta feira (14);









terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Ato realizado pelo Sindicato dos Radialistas na porta da Rede Globo, pressiona para fechamento de acordo coletivo

Emissora localizada na avenida Berrini é alvo do Sindicato dos Radialistas

Por Ronaldo Werneck

Nesta terça feira (13) chefias e direção da vênus platinada se surpreenderam com o ato político do Sindicato dos Radialistas do estado de São Paulo, na porta da emissora. Isso tudo com objetivo de informar os trabalhadores das Organizações Globo, a respeito do papel que a emissora tem se dado nas negociações com o sindicato patronal.

Apesar de ser composta por representantes de diversas emissoras, quem de fato tem dado as cartas na mesa é o representante da emissora da família Marinho, que tem impedido o fechamento do acordo. Na verdade, para assinar a convenção coletiva de trabalho - CCT - deste ano, pressiona os outros representantes do patronal a seguir sua estrategia de não oferecer nada que compense a inflação do período, sem tirar os direitos conquistados.

No mês passado, sua chefia tentou espalhar boatos pela "rádio peão" acusando o sindicato dos trabalhadores de dificultar o fechamento da CCT. Fato que foi desmentido por este blog em postagem, que viralizou nas redes sociais, implodindo a estrategia da empresa de dissimular sua postura nesse processo.

Nas últimas semanas as grandes emissoras de Rádio e TV fizeram antecipação salarial, quebrando a unidade das empresas em torno da estrategia da Rede Globo. 

Com insatisfação perceptível dos trabalhadores pelos corredores da emissora, o ato vem de encontro a estimular os trabalhadores a reagir. Principalmente em demonstrar à direção da TV Globo que, o Sindicato dos Radialistas está de prontidão para dar apoio e suporte a reação dos trabalhadores da emissora.

Próxima quinta feira (15) o Sindicato Patronal se comprometeu a apresentar uma nova contra proposta, que será avaliada e discutida em assembleias no próximo sábado, dia 17, as 10h00 da manhã. Elas ocorrerão de forma regional; na cidade de São Paulo e em diversas assembleias regionais em todo estado. 

Procure o representante do Sindicato de sua região para saber local, já que o horário será o mesmo da capital.






segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Rede Bandeirantes segue orientação do patronal, mesmo contrariando tendência de diversas emissoras em fornecer reajuste



Por Ronaldo Werneck

Podem acreditar; a Rede Bandeirantes de Rádio e TV não tem tomado postura independente frente as necessidades de seus trabalhadores quando se fala em reajuste salarial e assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho - CCT. 

Seguindo a lógica de obediência ao Sindicato Patronal, entidade de classe controlada pelas Organizações Globo, a emissora da família Saad está ficando para trás, abraçada isoladamente com o grupo empresarial de comunicação da família Marinho. Isto porque, dentre as grandes emissoras de TV, Globo e Band são as únicas que, por desconsideração aos seus trabalhadores, que dão o suor e o sangue para levar uma programação de qualidade, depois de meses de negociação infrutífera, ainda não ofereceu nada aos seus funcionários. 

Em nota deste blog, ontem informamos a tentativa da Rede Globo de Televisão, através de seu negociador no Sindicato Patronal, em tentar manipular seus trabalhadores contra seu sindicato.

Apesar da Rede Bandeirantes não ter feito isso, usa da mesma tática quando é para dar uma resposta aos interesses de seus trabalhadores. Tática esta que as outras emissoras já abandonaram, preocupadas em garantir que seu quadro de funcionários tenham um mínimo de atenção frente as necessidades financeiras.

SBT, Record, Gazeta, afiliadas da TV Globo e diversas emissoras de rádio e TV do interior já anunciaram reajustes salariais na condição de antecipação salarial. Tomando um distanciamento do que tem sido regra das emissoras da família Saad e Marinho. Postura dessas empresas que, diga-se de passagem, não leva a nada, além de insatisfação dos trabalhadores e possível prejuízo em sua imagem, além do estouro na folha de pagamento, se a decisão for decidida na Justiça e favorável aos trabalhadores.

Próxima quinta feira (08), o RH da empresa convocou uma reunião com a direção do Sindicato dos Radialistas onde, possivelmente, poderão discutir a respeito de reajuste salarial.

O mais importante é notarmos uma interessante iniciativa da direção da BAND em forçar o RH da empresa em dialogar com o Sindicato. Mostra de que a Rede Bandeirantes não quer mais embarcar no mesmo caminho que a TV Globo vinha conduzindo nas negociações no Sindicato Patronal em relação a nossa convenção coletiva.