Contador de VISITAS

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Representante da Globo no Sindicato Patronal orienta chefias a espalhar boatos na emissora


Emissora da família Marinho não conseguiu barrar antecipações em outras emissoras

Por Ronaldo Werneck

Não é novidade que a TV Globo trava para que não haja um acordo na mesa de negociação com o nosso sindicato. Também não é novidade que a emissora espalha boatos entre os trabalhadores para atingir seus objetivos.  Mais recentemente, informações levantadas pelo blog, revelam que o representante da Globo no sindicato patronal, chamou os gerentes da emissora para espalhar boatos entre seus trabalhadores. Dentre as mentiras é a de que o Sindicato dos Radialistas tem tomado posturas que estão prejudicando as negociações para fecharmos nossa convenção coletiva.

Mentiras como a de que o Sindicato dos Radialistas fechou os portões de sua sede, para que os trabalhadores não pudessem entrar para se manifestar ou votar na assembleia.

Na avaliação do negociador da TV Globo é de que a emissora não deverá dar nada de antecipação salarial, esperando que o Tribunal Regional do Trabalho dê menos do que é reivindicado pelo Sindicato dos Radialistas. Como, por exemplo, de que a Justiça dê 6, 7% ou talvez, até 9,83% sem ser retroativo. Além de prosseguir com sua tática de aglutinar dois anos sem acordo coletivo assinado, como tem feito com outros sindicatos, para oferecer um índice menor do que deveria para os dois anos acumulados.

O Sindicato dos Radialistas há meses tem tentado uma solução que atenda os interesses da categoria e não da emissora. Desde o ano passado, a tática do patronal é vencer pelo cansaço, mas nossas assembleias os trabalhadores, que tem comparecido e reafirmado o compromisso com a diretoria, de não abrir mão de direitos conquistados tem sido constante.

O que a TV Globo não esperava é que os patrões se dividissem. Diversas emissoras no interior do estado já fizeram reajuste salarial. SBT, Record, TV Gazeta e até emissoras afiliadas da TV Globo como TV Vanguarda e EPTV, já anunciaram os respectivos reajustes, aguardando definição do dissídio, que no dia 06 de dezembro, prossegue com audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho.

O objetivo dos boatos, espalhados através da gerência na emissora, também é que os trabalhadores da emissora sejam manipulados a pressionar o Sindicato dos Radialistas a fazer o que a emissora quer. O negociador da emissora já adiantou que a TV Globo não irá fazer antecipação salarial. Doa a quem doer e espera que os trabalhadores façam aquilo que ele planejou. Na verdade, quando as grandes emissoras romperam com a postura de obediência à TV Globo, deixou a emissora em situação crítica. O descontentamento dentro do prédio da Berrini é geral e ela não quer pagar esta conta, por isso tenta empurra-la para o Sindicato dos Radialistas. 

Porque o Sindicato dos Radialistas entrou na Justiça

A orientação do Tribunal Regional do Trabalho é de que deve haver mútuo consentimento para que a Justiça aprecie as reclamações levadas à ela. O que o Sindicato Patronal se recusou a fazer. Para não perdermos nossa data base e os direitos conquistados até o momento, o Sindicato dos Radialistas foi obrigado e entrar na Justiça, já que o Sindicato Patronal, com orientação da TV Globo, não tem o mínimo interesse em atender as reivindicações dos trabalhadores.

Portanto os companheiros devem ficar atentos a esta postura, que não é novidade da TV Globo. Em 2013, antes das jornadas de junho, quando o povo foi para rua protestar, diversos trabalhadores foram pressionados a vir na assembleia a votar contra a orientação da direção do Sindicato dos Radialistas. Inclusive abrindo mão de direitos históricos. Mas numa votação democrática, a maioria decidiu por não, à proposta patronal, autorizando a direção do Sindicato a continuar a negociação, onde foi possível garantirmos uma conquista histórica para os radialistas no estado de São Paulo. Que foi a obrigatoriedade do fornecimento dos tickets refeições a todos os trabalhadores da categoria.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Em mais uma abordagem ao dono e apresentador do SBT Sílvio Santos, o Sindicato dos Radialistas insiste na reivindicação de reajuste aos trabalhadores da emissora

Dirigentes sindicais abordam Sílvio Santos na portaria do SBT


Pouco mais de um mês, após primeira abordagem ao dono e apresentador do SBT Sílvio Santos, o Sindicato dos Radialistas repetiu o ato sindical nesta quinta feira (24) na portaria da emissora

Por Ronaldo Werneck

Sem repercussão prática nos salários dos trabalhadores a reivindicação feita pelo Sindicato dos Radialistas a Sílvio Santos, no mês passado, não surtiu efeito.  Nesta quinta (24) os dirigentes voltaram na emissora e repetiram o ato, na qual Sílvio Santos, novamente ao ser abordado parou o carro para conversar com os sindicalistas. O vídeo pode ser visto logo abaixo.

Após esta segunda abordagem informações levantadas pelo blog revelam que o apresentador chamou o vice presidente do SBT José Roberto Maciel e os responsáveis pelo RH da empresa para obter mais informações do porquê providenciais não terem sido encaminhadas em sua emissora.

O fato é que o dono da emissora não está gostando de ser abordado na porta do SBT, ou de que os responsáveis pela área, que decide sobre o reajuste dos salários de seus trabalhadores, continue mantendo, há meses, os trabalhadores sem reajuste. 

No boletim informativo do Sindicato, que pode ser visto logo abaixo, e distribuído aos trabalhadores, bem como a Sílvio Santos, informa que dentre outros problemas enfrentados na emissora é o ticket refeição do SBT, que é o menor dentre as grandes emissoras de TV.

Diversas emissoras de rádio e TV, no interior do estado e na capital, tem feito antecipação salarial para seus trabalhadores. Situação oposta ao que está acontecendo na emissora de Sílvio Santos.

Alegando crise econômica, mas com evolução do faturamento  no setor televisivo de 2015 para cá, o sindicato patronal, que representa todas emissoras de Rádio e TV no estado de São Paulo, rejeitou a contra proposta dos trabalhadores de reajuste, bem como assinatura das demais cláusulas sociais, obrigando o Sindicato dos Radialistas a entrar com Dissídio Coletivo no Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo.



Vídeo em que dirigentes sindicais abordam, novamente,
 Sílvio Santos na portaria da emissora
  

Boletim informativo do 
Sindicato dos Radialistas de São Paulo

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Mês da Consciência Negra é mote para ação política na categoria dos Radialistas



Por Arnaldo Marcolino


Chegamos, então, em novembro. O “Mês da Consciência Negra”.

Nossa campanha salarial avança sem resultados concretos. Há 6 meses os patrões enrolam a categoria para apresentar uma proposta que foi recusada em nossa última assembleia (05/11), na qual foi revertida numa nova contraproposta aprovada pelos trabalhadores.


A conjuntura nem sempre foi favorável para os trabalhadores assim como, historicamente, nunca esteve para 51% da população brasileira, que se auto declara Negros e Negras.

O Sindicato dos Radialistas do estado de São Paulo convida a todos e todas, a comparecerem na grande Marcha da Consciência Negra, que acontecerá na cidade de São Paulo no dia 20 de novembro, com encontro marcado para às 11 horas, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista.

A ideia é conciliar engajamento político com uma coisa clássica bonita e diferente; usar preto como forma de adesão a manifestação da Consciência Negra num dia da semana, a ser anunciado em breve pelo Sindicato.

Preto é clássico, preto é bonito, preto é estilo.

Um dia da semana com todos de preto.


Somando com eles, que lutam pela consciência contra o racismo institucionalizado em nosso país, pois nossa reivindicação é a mesma; nenhum direito a menos. 




Em assembleia Radialistas recusam proposta patronal e aprovam nova contraproposta

Trabalhadores, presentes na assembleia, aprovam contraproposta a ser enviada aos patrões


Por Ronaldo Werneck


No último sábado (05) os radialistas do estado de São Paulo, que compareceram na assembleia extraordinária da campanha salarial, decidiram contra a proposta enviada pelo sindicato patronal e aprovaram uma nova contraproposta, para ser enviada  aos patrões. 

A contraproposta aprovada pelos trabalhadores é a seguinte;

- Reajuste de salário com índice de 8%, com 7% retroativo a maio de 2016 e 1% em janeiro de 2017.

- Pisos salariais: reajuste de 9,5%, 8,5% retroativo a maio e 1% a partir de janeiro de 2017.

As demais cláusulas econômicas deverão ser reajustadas em 9,83%, retroativo a maio de 2016.

Participação nos Resultados e Abono Salarial de 50% do salário base a ser pago em maio de 2017. Sendo que o reajuste, em seus limites máximo e mínimo, com índice de 9,83%.

Os trabalhadores presentes na assembleia também aprovaram aceitar do patronal que as cláusulas sociais da CCT - Convenção Coletiva de Trabalho, perdurem por até dois anos. Dessa forma as cláusulas de natureza econômica serão negociadas em 2017.

Dessa forma, a contraproposta aprovada, apesar de não ser aquilo que os trabalhadores queriam, como decidido em assembleia anterior, é menos prejudicial do que a proposta que os patrões apresentaram da última vez. 

A contraproposta segue para avaliação e aprovação do sindicato patronal que, caso seja aceito, deverá ser observado por todas empresas de radiodifusão no estado de São Paulo.

Com informações da assessoria de imprensa do Sindicato dos Radialistas do estado de SP.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Próximo sábado (05) Radialistas do estado de São Paulo realizam assembleia da Campanha Salarial

Em sua sede, Sindicato dos Radialistas de São Paulo inicia assembleia a partir das 10h00


Por Ronaldo Werneck


Não foi 7, nem 8, muito menos 9,83%, que foi o índice de inflação (até maio deste ano), que os patrões de Rádio e TV ofereceram para os trabalhadores da categoria de Rádio e TV no estado de São Paulo. Foram míseros 6% agora, retroativo a maio deste ano, mais 1% em janeiro do ano que vem. Sem falar que a assinatura do acordo condiciona os trabalhadores da categoria a ficarem sem mexer nas cláusulas sociais até 2018, pois o acordo, para essas cláusulas, é válido para dois anos.

Na assembleia, será informado os detalhes a respeito das outras cláusulas, que os patrões ofereceram.

Parece brincadeira, mas a falta de respeito é tanta, que foram meses enrolando a categoria para deixar correr todo esse tempo, desde maio, e chegar em novembro deste ano e oferecer esta miséria. 

Os patrões perderam completamente a vergonha na cara, apostando na inércia dos trabalhadores. Até parece que pensam que os radialistas são amestrados. Amestrados para trabalhar e aceitar, passivamente, o descaso para quem produz toda riqueza que os patrões de rádio e TV vem embolsando desde o ano passado.

Comparecer na assembleia deste sábado é fundamental para darmos um sonoro não e iniciarmos nossa organização no local de trabalho, para os patrões terem a resposta que merecem.

Se você for da capital é só chegar, chegando. A casa é sua, companheiro. Se for do interior, procure o representante mais próximo de sua cidade/região, para combinar o transporte e estrutura de sua ida para assembleia. 

Não há desculpas para deixar de comparecer à esta assembleia tão importante. Troque sua folga, avise a patroa, "dê um nó naquele aniversário ou casamento de sua prima". É ir pra participar da assembleia e decidir; até quando vamos continuar com paciência com essa gente?! Afinal, é seu salário, seu emprego, sua profissão. Só você pode decidir por você.


Data: 05/11/2016
Local: Sede do Sindicato dos Radialistas de São Paulo
Rua Conselheiro Ramalho n. 992
Bela Vista  - São Paulo - Capital
Horário: 10h00

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

TV TEM, afiliada da TV Globo, de São José do Rio Preto, é condenada por praticar irregularidades trabalhistas

Painel de identificação TV TEM 

Por Ronaldo Werneck


Em sentença proferida pelo Juiz do Trabalho José Bispo dos Santos, a emissora do jornalista, advogado e empresário José Hawilla, mais conhecido como J. Hawilla, foi condenada por irregularidades trabalhistas por jornadas excessivas de trabalho aos trabalhadores da emissora, bem como deixar de conceder intervalo mínimo de uma hora para repouso ou alimentação, em trabalho contínuo que exceda seis horas. 

O rol de irregularidades, pela qual a emissora foi condenada continua, como deixar de conceder intervalo de folga semanal de 24 horas consecutivas, exceder de sete horas diárias a duração do trabalho do jornalista, exceder de seis horas diárias a duração do trabalho do radialista, deixar de conceder a outros empregados, além dos radialistas e jornalistas, o intervalo de 11 horas entre uma jornada e outra, entre outras irregularidades.  

Mesmo com tentativas de negociação, em mesa de mediação no Ministério do Trabalho e Emprego - MTE - e autuação por parte dos auditores do MTE, foi necessário a manifestação do Ministério Público do Trabalho - MPT - para que a empresa fosse condenada na Justiça por reiterada violação da legislação trabalhista por parte da requerida - TV TEM - e a verossimilhança das situações (SIC). Situação constatada pela farta documentação que o Sindicato dos Radialistas de São Paulo, através do MPT, impetrou no início da ação.

 TV TEM em São José do Rio Preto

A condenação seguiu-se de uma série de obrigações determinadas pela Justiça como não permitir que seus empregados jornalistas trabalhem mais de cinco horas diárias, podendo exceder duas horas em prévio acordo e que se estipule a remuneração por isto;

Não permitir que os radialistas da emissora, de todos os setores com carga horária de seis horas, regulamentados conforme a Lei do Radialista (6.615/1978) trabalhem por mais de seis horas diárias, exceto o previso na legislação própria;  

Conceder aos jornalistas um dia de descanso remunerado para cada seis dias trabalhados, devendo coincidir aos domingos, com exceção do que for acordado por escrito, na qual deverá constar expressamente o dia que se deve verificar o descanso - art. 307 CLT; 

Conceder aos jornalistas intervalo mínimo de 10 horas de repouso após cada período trabalhado;

Conceder aos radialistas da emissora folga semanal remunerada de 24 horas consecutivas - art. 20, da Lei 6.615/1978;

Conceder aos trabalhadores de funções não regulamentadas o período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre duas jornadas de trabalho - art. 66 CLT;

Conceder aos trabalhadores da emissora um intervalo para repouso ou alimentação de no mínimo uma hora e no máximo duas horas em qualquer trabalho contínuo que exceda seis horas trabalhadas (art. 71 da CLT).

A emissora aceitou assinar Termo de Ajustamento de Conduta - TAC com o MPT para doação de R$ 50.000,00 para três entidades sem fins lucrativos da cidade de São José do Rio Preto, na qual já efetivou esse procedimento.

No  TAC - o MPT  acordou com a empresa o pagamento R$ 25.000,00 por item, pelo não cumprimento da decisão judicial fixando o limite de até R$ 100.000,00.

Com esta decisão, agora basta os trabalhadores denunciarem se a empresa cometer irregularidades novamente, pois somente a vigilância constante por parte dos trabalhadores, em associação com seu sindicato, é que terão seus direitos respeitados.



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sindicato dos Radialistas de São Paulo fala com Silvio Santos em ato sindical em frente ao SBT

Diretor Gugu conversa com Sílvio Santos na porta da emissora


Por Ronaldo Werneck

Em ato da Campanha Salarial, realizado na porta do SBT nesta quarta feira (20), o Sindicato dos Radialistas de São Paulo conseguiu dialogar com o dono da emissora Sílvio Santos antes dele entrar na emissora. 

Os trabalhadores da categoria estão há 18 meses sem reajuste salarial e, no ato, os dirigentes sindicais tiveram a oportunidade, mesmo que rapidamente, de inteirar Sílvio Santos de como os radialistas estão sofrendo com o descaso do Sindicato Patronal, por não atender as reivindicações dos trabalhadores.

Informações levantadas pelo blog, após entrada na emissora do dono e apresentador do SBT, foi de que ele chamou o responsável pelo RH para conversar sobre a reivindicação dos trabalhadores.

No vídeo abaixo é possível acompanhar o flagrante do momento em que o Sindicato aborda  Sílvio Santos antes de sua entrada na emissora;








Fotos e vídeo realizado pelos próprios dirigentes sindicais.